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Pacientes conseguem movimentar cursor do computador com mente 

Cientistas acreditam que nova técnica terá grandes aplicações para pacientes que perderam a voz ou que têm mobilidade limitada

Um grupo de cientistas da Universidade de Washington conseguiu que seus pacientes movimentem o cursor do computador com a mente colocando eletrodos diretamente no cérebro deles para registrar a atividade elétrica. O estudo, publicado nesta quarta-feira (6) na revista "Journal of Neural Engineering", indica que esta descoberta terá grandes aplicações para os pacientes que perderam a voz devido a uma lesão cerebral ou pacientes com mobilidade limitada. Os cientistas empregaram uma técnica chamada eletrocorticografia (ECoG), utilizada para pesquisar as regiões do cérebro que causam epilepsia. O processo da ECoG foi aplicado às interfaces cérebro-computador (BCI), com objetivo de ajudar pessoas com incapacidade de interagir com seu entorno, e os cientistas conseguiram estimular o movimento das extremidades.O doutor Todd Kuiken já apresentou, na reunião anual da Associação Americana para o Avanço das Ciências (AAAS), realizada em fevereiro em Washington, uma técnica que permite aos pacientes controlarem suas próteses apenas pensando na ação que desejam realizar.

No entanto, este estudo vai além. O doutor Eric Leuthardt e sua equipe trabalharam com quatro pacientes que sofriam de epilepsia, que tiveram eletrodos implantados no cérebro para vigiar os impulsos aos estímulos aos quais foram submetidos.

Os cientistas deram aos pacientes uma lista de palavras relacionadas com as ações que precisavam realizar para movimentar o cursor do computador. Por exemplo, dizer ou pensar na palavra "AH" movimentaria o cursor para a direita.

Os eletrodos emitem sinais que são processados e armazenados em um computador e descobriram que o cérebro pode controlar com mais de 90% de precisão o cursor.

"Este é um dos primeiros exemplos, em um grau muito pequeno, do que se chama de leitura de mente", disse Leuthardt, que assinalou que espera que as operações futuras sejam feitas em microescala para que os implantes sejam menos invasivos.

Os cientistas esperam poder inserir mais adiante os implantes de forma permanente no cérebro para ajudar a restaurar a funcionalidade dos pacientes incapacitados e, inclusive, ler a mente.

"Queremos ver se podemos não apenas detectar quando a pessoa está dizendo cachorro, árvore, ferramenta ou alguma outra palavra, mas também aprender como ler a mente, o que é a ideia pura desse conceito", assinalou.

"É emocionante e dá um pouco de medo pensar na leitura de mentes, mas existe um potencial incrível para as pessoas que não podem se comunicar", assegurou.
Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/pacientes+conseguem+movimentar+cursor+do+computador+com+mente/n1300033419791.html

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Com método inovador, cientistas criam microscópio mais potente do mundo

Cientistas britânicos conseguiram fazer com que um microscópio ótico conseguisse enxergar objetos de cerca de 50 nanômetros (bilionésimos de metro), oferecendo um olhar inédito sobre o mundo "nanoscópico".  
Nature CommunicationsA técnica, que alcança a maior resolução de que se tem notícia, poderia ser utilizada para observar vírus, diz a equipe de pesquisadores.

Com a ajuda de minúsculas contas de vidro, o procedimento faz uso das chamadas ondas infinitesimais, emitidas muito próximas de um objeto e que normalmente se perdem.

Os cientistas fazem com que as contas de vidro recuperem esta luz e refaçam o foco, canalizando-a para um microscópio comum.

O método permitiu aos pesquisadores ver com os próprios olhos níveis de detalhes normalmente só identificados por observação indireta, como a microscopia através da força atômica e varreduras com emissão de elétrons. Os detalhes foram publicados na revista acadêmica Nature Communications.

Descoberta 

Utilizar a luz visível - o tipo de luz captada pelo olho humano - para observar objetos dessa escala é, de certa maneira, romper as regras da teoria da luz.

Normalmente, os menores objetos visíveis são definidos por um parâmetro conhecido como limite da difração.

Ondas leves natural e inevitavelmente se dispersam de tal maneira a limitar ao alcance do seu foco, ou o tamanho do objeto que pode ser capturado.
As ondas infinitesimais que são produzidas na superfície dos objetos tendem a se enfraquecer com a distância - mas elas não estão sujeitas ao limite da difração.

Se capturadas, as ondas infinitesimais oferecem uma resolução muito mais alta que a obtida por métodos padrões de captação de imagens, explica o pesquisador do Centro de Pesquisa de Processamento a Laser da Universidade de Manchester, Lin Li.

Observação 

Para observar os objetos, a equipe colocou contas de vidro entre dois e nove milionésimos de metro na superfície das amostras. Técnica permite observar objetos em escala só alcançada por meio indireto.

As contas coletam a luz transmitida através das amostras, captando as ondas infinitesimais e focando-as de maneira a serem observadas por um microscópio comum.

A equipe conseguiu observar objetos minúsculos, como marcas em escala nanométrica em discos de Blu-Ray.

Mas o professor Li acredita que a técnica possa ser utilizada em estudos biológicos mais ambiciosos, nos quais ações em nanoescala são difíceis de observar diretamente.

"A área onde acreditamos haver interesse é a observação de células, bactérias e até vírus", afirma Li.

Métodos indiretos de observação conseguiram enxergar objetos a uma resolução de um nanômetro, e até os traços de uma única molécula. Mas nenhum deles é tão simples quanto a observação direta através do microscópio.

"Usar a tecnologia corrente requer muito tempo. Por exemplo, usar microscopia ótica fluorescente requer dois dias para preparar a amostra e a taxa de sucesso dessa preparação é de 10 a 20%", exemplifica o pesquisador. "Isto ilustra o ganho potencial de introduzir métodos de observação direta."

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Notícia publicada dia: 02/03/11 - 09:24h